A PSP deteve sete jovens, com idades entre os 17 e os 23 anos, no concelho de Oeiras, por suspeitas da prática de vários crimes, entre os quais roubo, extorsão, agressões, ameaças, sequestro e detenção de arma proibida.
As detenções ocorreram no dia 28 de outubro, no âmbito de uma investigação iniciada em maio pela Esquadra de Investigação Criminal de Oeiras, da Divisão de Investigação Criminal do Comando Metropolitano de Lisboa.
A operação foi realizada em coordenação com o Ministério Público e incluiu o cumprimento de mandados judiciais em diferentes pontos do concelho.
PSP realizou oito buscas domiciliárias em Oeiras
Durante a operação, as autoridades realizaram oito buscas domiciliárias e uma busca a uma viatura.
Segundo a investigação, os suspeitos estarão relacionados com várias ocorrências registadas entre maio e outubro de 2026.
As vítimas, também maioritariamente jovens, seriam abordadas pelo grupo, ameaçadas e agredidas, sendo-lhes retirados bens ou exigido dinheiro.
Em algumas das situações investigadas, as agressões terão provocado ferimentos com gravidade suficiente para obrigar as vítimas a receber assistência hospitalar.
Armas, haxixe e uma trotinete roubada entre o material apreendido
As buscas permitiram à PSP apreender vários objetos que poderão agora ser relevantes para a investigação.
Entre o material apreendido encontram-se:
- dois passa-montanhas;
- uma soqueira com lâmina retrátil;
- um bastão de madeira;
- uma arma de ar comprimido com aparência semelhante a uma arma de fogo;
- 11 munições de diferentes calibres;
- cinco facas e cutelos;
- 398 doses individuais de haxixe;
- uma balança digital;
- película aderente;
- uma trotinete elétrica que terá sido roubada a uma das vítimas.
Algumas das armas brancas apresentavam ainda resíduos de produto estupefaciente.
Quatro suspeitos ficaram em prisão preventiva
Depois das detenções, os sete jovens foram presentes à autoridade judiciária para primeiro interrogatório.
Quatro ficaram em prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa prevista antes de uma eventual condenação.
Os outros três ficaram sujeitos a apresentações periódicas três vezes por semana, além da proibição de contactar as vítimas.
A investigação permanece em curso.
O que significa ficar em prisão preventiva?
A aplicação de prisão preventiva não significa que os suspeitos tenham sido condenados.
Trata-se de uma medida de coação aplicada durante a investigação ou enquanto decorre o processo, utilizada quando a autoridade judicial considera estarem reunidas determinadas condições previstas na lei.
Entre os fatores que podem ser considerados estão, por exemplo, o risco de fuga, de continuação da atividade criminosa, de perturbação da investigação ou de contacto com vítimas e testemunhas.
A culpabilidade dos arguidos só poderá ser determinada no final do processo judicial.
Investigação durou cerca de cinco meses
Outro elemento relevante neste caso é a duração da investigação.
As ocorrências sob análise terão acontecido entre maio e outubro, o que significa que a operação de outubro resulta de vários meses de recolha de informação e diligências policiais.
Em investigações que envolvem múltiplas vítimas e diferentes episódios, as autoridades podem procurar estabelecer ligações entre ocorrências aparentemente separadas antes de avançarem para buscas e detenções simultâneas.
Jovens entre as principais vítimas
A PSP indica que os suspeitos abordavam sobretudo pessoas da mesma faixa etária, o que acrescenta uma dimensão particularmente sensível ao caso.
Situações de violência e extorsão entre jovens podem ser mais difíceis de denunciar quando existe receio de represálias ou quando vítimas e suspeitos frequentam os mesmos locais ou círculos sociais.
A proibição de contactos determinada para três dos detidos procura precisamente limitar qualquer aproximação às vítimas enquanto decorre o processo.
A investigação prossegue sob direção das autoridades judiciais competentes.





















