Dados do Imovirtual referentes ao período entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026 colocam o concelho no topo do ranking imobiliário nacional, tanto no arrendamento como na compra.
Oeiras no topo do mercado imobiliário português
O mercado habitacional de Oeiras continua a destacar-se como um dos mais valorizados do país. Segundo uma análise do portal Imovirtual, o concelho integra o grupo dos cinco territórios mais caros para viver em Portugal, a par de Cascais, Lisboa, Funchal e Faro — um dado que reflete a forte procura residencial numa zona com elevada atratividade económica e qualidade de vida.
Quanto custa arrendar e comprar em Oeiras
No arrendamento, Oeiras apresenta uma renda média próxima dos 1.600 euros mensais, valores semelhantes aos registados em Faro e apenas superados por Cascais (2.400€), Lisboa (1.800€) e Funchal (1.700€).
No mercado de compra, o concelho sobe ainda mais no ranking: com um preço médio de venda de 720 mil euros, Oeiras ultrapassa até Lisboa (710 mil euros), ficando apenas atrás de Cascais (1,35 milhões de euros) a nível nacional. Seguem-se Lagos (685 mil euros) e Óbidos (652.500 euros).
O que explica estes valores
A pressão sobre os preços em Oeiras não é uma surpresa. O concelho combina uma localização privilegiada na Área Metropolitana de Lisboa, boa acessibilidade, infraestruturas de qualidade e uma concentração significativa de empresas tecnológicas e multinacionais — fatores que alimentam uma procura consistente, tanto por parte de famílias portuguesas como de residentes internacionais.
A responsável de marketing do Imovirtual sublinha que concelhos como Oeiras “continuam a concentrar níveis muito elevados de procura”, ao mesmo tempo que começa a observar-se uma maior dispersão geográfica, com alguns compradores a considerar alternativas fora dos mercados mais pressionados.
Um mercado cada vez mais desigual
A análise do Imovirtual revela um país com dois mercados imobiliários muito distintos. Enquanto Oeiras, Cascais e Lisboa registam valores que se aproximam dos mercados europeus mais caros, concelhos do interior como Bragança (renda média de 550 euros) ou Guarda (562 euros) apresentam condições muito mais acessíveis — um sinal de que a pressão da procura continua geograficamente concentrada no litoral e nas regiões turísticas.
A nível nacional, o valor médio de arrendamento situa-se atualmente em torno dos 1.100 euros mensais, com o preço médio de venda a rondar os 400 mil euros.





















