Criada a 28 de março, a iniciativa cidadã dirige-se à Câmara Municipal de Oeiras e a várias entidades ambientais e de ordenamento do território, exigindo alterações à proposta urbanística.
A petição
Está em curso uma petição pública que solicita a reavaliação do projeto urbanístico previsto para a antiga Fundição de Oeiras. Lançada a 28 de março de 2026, a iniciativa já recolheu 230 assinaturas e foi dirigida a um conjunto alargado de entidades, incluindo o Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o IGAMAOT, a CCDR-LVT e o Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável.
O que pedem os signatários
O texto da petição expressa preocupação com quatro dimensões fundamentais do projeto: a elevada densidade habitacional prevista, o aumento de tráfego nas vias locais, a volumetria dos edifícios e a insuficiente integração ambiental da proposta.
Os subscritores consideram que a escala da intervenção, aliada à localização junto a Nova Oeiras, exige uma maior compatibilidade com o território envolvente. Em concreto, a petição solicita a redução da densidade habitacional, a revisão da solução de mobilidade, o ajuste das alturas dos edifícios e o reforço de uma estrutura verde contínua.
O contexto
A petição surge poucos dias depois de o Movimento Fundição de Oeiras ter promovido uma sessão pública de esclarecimento, onde foram apresentadas as plantas e volumetrias do projeto. Na ocasião, críticos alertaram que a proposta de 2026 replica essencialmente a de 2023, sem incorporar as cerca de 300 participações submetidas durante a consulta pública anterior — e que prevê torres de até 57 metros de altura numa área de menos de 9 hectares.
A petição pode ser assinada em peticaopublica.pt.





















