A Divisão Policial de Oeiras identificou e deteve dois homens, de 22 e 56 anos, suspeitos de integrarem um esquema de burlas conhecido como “falsos atropelamentos”, praticado sobretudo contra pessoas idosas em parques de centros comerciais e de hospitais na Grande Lisboa. As detenções, feitas fora de flagrante delito nos concelhos do Seixal e de Loures, resultam de uma investigação por roubo agravado, burla qualificada, extorsão agravada e detenção de arma proibida.
Como atuava o grupo
Segundo o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, o padrão de atuação ficou claro após várias queixas apresentadas desde agosto de 2024.
- Um dos suspeitos andava a pé nos parques, observando os carros em manobras de saída e escolhendo vítimas com idade mais avançada ou visivelmente vulneráveis.
- No momento em que o condutor iniciava a marcha‑atrás, o homem simulava ter sido atingido, batendo no veículo para fazer barulho e encenando dores ou queda.
- Minutos depois, já em conjunto, os suspeitos voltavam a abordar o condutor, alegando que o “atropelamento” teria partido um telemóvel e exigindo uma “indemnização” imediata em dinheiro.
Em vários casos, as vítimas foram pressionadas a ir a uma caixa multibanco levantar quantias adicionais, sob ameaça velada ou explícita. Quando havia resistência, os dois homens chegavam a usar força física ou intimidação direta, o que levou a PSP a enquadrar também os factos como roubo.
Buscas, apreensões e viatura usada no crime
No âmbito da operação, a polícia cumpriu mandados de busca domiciliária e de detenção associados à investigação. Nessas diligências foram apreendidos:
- Dinheiro suspeito de resultar da atividade criminosa.
- Vários equipamentos eletrónicos.
- Uma arma de fogo e munições.
- Uma viatura ligeira, que a PSP associa às deslocações feitas para praticar os crimes.
Os dois detidos já foram presentes a tribunal para primeiro interrogatório judicial, ficando a aguardar a definição das medidas de coação a aplicar.
O que podem aprender os condutores com este caso
O modus operandi usado neste esquema mostra como pequenas situações do dia a dia — como sair de um lugar de estacionamento — podem ser exploradas para enganar e intimidar. A PSP recomenda especial prudência a condutores mais idosos e lembra que, perante qualquer suspeita de burla ou pressão para pagar de imediato, o mais seguro é recusar a entrega de dinheiro e contactar de imediato as autoridades.





















